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No Ceará Não Tem Disso

Presidente João Batista Ericeira no encontro nacional das Academias de Letras Jurídicas. 

Semana passada, estivemos participando da Reunião das Academias Jurídicas do país, em Fortaleza. O conclave teve a presença de 18 entidades congêneres, coordenadas pelo presidente da Academia Paraibana de Letras Jurídicas, Ricardo Bezerra, que na oportunidade lançou o livro “Licitação e Cultura- Contratação de Artista pela Administração Pública”. O tema inédito é enfrentado no cotidiano pelos gestores públicos e os tribunais de contas. Foi recebido com agrado e simpatia pelos   presentes a abertura do XXV Fórum de Ciências Penais, idealizado pelo promotor José Valdo Silva. Realizou-se no auditório da Escola Superior de Advocacia da Seccional da Ordem dos Advogados do Ceará, em inequívoca demonstração do grau de integração existente entre as lideranças da advocacia, da magistratura e do ministério público naquele Estado.

Merecemos a hospitalidade do anfitrião, o presidente da Academia Cearense de Direito- ACED, Roberto Ribeiro, que se esmerou na organização do evento, devendo-se destacar a criação do Colégio de Presidentes das Academias Jurídicas, inspirada no lema da entidade alencarina: cultura jurídica com responsabilidade social. Bem de acordo com a visão que temos das academias, não como torres de marfim, congregando ilustrados, mas como instituições destinadas a servir a sociedade brasileira.

O presidente da ACED acentuou na fala de abertura que o eixo de atuação de nossas entidades deve ultrapassar o Direito e incluir diretrizes sociais nas áreas da economia, da política, da religião e da cultura. E explicitou o seu ponto-de-vista: atua-se na política quando se participa de debates em casas parlamentares. Emitindo notas, quando necessário, acerca de algum momento político ou lei em discussão. Ou quando se oficia ao presidente da República, ao governador do Estado, ao prefeito, pedindo-lhes o respeito e o cumprimento de direitos constituídos. Na seara da economia, em situações que os acadêmicos em aulas, conferências, artigos, manifestam-se sobre questões tributárias, do consumidor, empresariais.

No campo religioso, defendendo o Estado laico, que respeite a diversidade ou heterogenia de crenças, contribuindo outrossim, como agente de transformação e redução dos desatinos sociais, sabendo-se que a cultura é ferramenta indispensável para essas conquistas.

Conclamou pôr fim ao exercício da cidadania, concorrendo para que a sociedade faça as escolhas certas, mesmo que no final, não ocorra como a gente quer. No discurso, Roberto Ribeiro esboça a plataforma para a atuação de academias e acadêmicos. A subscrevo por inteiro. Como dizia o padre Antônio Vieira nos púlpitos do Maranhão: o pior pecado é a omissão. Agradeço a fraterna convivência e a generosa comenda que me outorgaram de sócio correspondente da Academia Cearense de Direito.

No momento da outorga, vieram-me a memória lembranças, do meu tio materno, Antônio Bonfim, que cursou o seminário da Prainha, e lá ordenou-se sacerdote em 3 de dezembro de 1950. Do amigo, professor Agerson Tabosa, o conheci nas reuniões do Colégio Brasileiro de Faculdades de Direito. Também aluno do Seminário de Fortaleza, um repositório de erudição, humildade, e também assertividade. Bem na linha daquele icônico baião interpretado por Luiz Gonzaga, marcante da identidade nordestina, intitulado “No Ceará não tem disso não”. Registrando a marca cultural de um povo indômito, bravo e aguerrido.

Seguindo as recomendações de Roberto Ribeiro, recentemente o a TV Brasil entrevistou-me acerca das eleições para os parlamentos: congresso nacional, assembleias legislativas; indagando-se sobre a importância delas. Disse que são tão ou mais importantes que as para os cargos executivos. Sem maioria parlamentar, governadores, Presidente da República, não poderão executar os seus planos de governo, por impossibilidade legal, face a Constituição Federal, as estaduais, e legislação complementar e ordinária. O eleitor ao votar deve estar advertido dessa realidade, e não se deixar enganar pelo engodo de promessas pessoais, irrealizáveis, de parte de integrantes dos parlamentos. O Instituto Locomotiva, em pesquisa atual, revelou que 96% dos brasileiros estão insatisfeitos com os governantes do país; e 97% acham ser preciso renovação na política brasileira. Os candidatos aos cargos legislativos devem defender propostas programáticas com que o eleitor possa se identificar.  Se prometerem vantagens pessoais, fica claro tratar-se de enganação, em nada concorrendo para a desejada renovação. É a repetição cansativa da política tradicional, de postulantes à busca de poder pessoal e privilégios inerentes.

99% dos entrevistados pela pesquisa concluiu pela necessidade de os candidatos estudarem e proporem soluções institucionais, de forma transparente, prestando contas à população. São requisitos que o eleitor deve exigir dos aspirantes aos cargos do Legislativo e do Executivo, no mesmo patamar de igualdade. Foram a respostas que dei a TV Brasil.

-O artigo é de autoria do professor e presidente da AMLJ João Batista Ericeira.

Ericeira fez sucesso no Ceará

João Batista Ericeira, presidente da Academia Maranhense de Letras Jurídicas, marcou presença destacada na reunião de todas as academias jurídicas do país realizada, de 20 a 23 de agosto, em Fortaleza. No encontro, foi constituído o Colégio de Presidentes das Academias Jurídicas Brasileiras do qual passou a integrar a direção. E mais, em suas andanças pelo Ceará, Ericeira foi agraciado com o título de sócio correspondente da Academia Cearense de Direito.

Fonte: ph@mirante.com.br

GONÇALVES DIAS EXALTADO NA PRAÇA

Gonçalves Dias é homenageado pela Academia Maranhense de Letras (Divulgação)

SÃO LUÍS -Em torno da estátua do poeta Gonçalves Dias, posicionada na praça que leva o nome do autor de “Canção do Exílio”, no Centro de São Luís, imortais da Academia Maranhense de Letras (AML) se reunirão para render-lhe homenagens. A ação integra a programação de aniversário do poeta maranhense, que nasceu em 10 de agosto e é patrono da Casa de Antônio Lobo, cuja fundação é celebrada nesta data, 110 anos de existência. A solenidade, aberta ao público, terá início às 17h, com a presença da Banda do Bom Menino.

Na ocasião, os imortais da AML evocarão passagens da vida e obra do escritor e também declamarão poesias. Este era um costume antigo da Academia Maranhense de Letras, implementado na gestão do presidente Luiz Rego e que foi interrompido e retomado ano passado pelo atual presidente da Casa, Benedito Buzar. “Ano passado, tivemos uma ótima aceitação do público, com a participação de alunos e professores, além dos acadêmicos que foram à praça para reverenciar o poeta, relembrar sua importância. Este ano, convidamos escolas localizadas nas proximidades da praça e nossa expectativa é que o evento repita o sucesso do anterior”, destaca Benedito Buzar.

Para o presidente da AML, este tipo de ação incentiva jovens e moradores da cidade a reconhecerem os vultos da cultura do Maranhão. “Ressaltar o vulto literário, rememorar e relembrar a figura exponencial da cultura que está esquecida exatamente no local que leva o nome do poeta é importantíssimo e as pessoas poderão saber sobre a vida e obra de Gonçalves Dias, fundamental não só para a cultura do Maranhão, como do Brasil”, pontua Benedito Buzar.

O imortal Manoel Aureliano Neto falará em nome da AML, enquanto a acadêmica Ana Luíza Ferro declamará poesias do poeta caxiense. Além disto, a palavra estará franqueada a quem desejar se manifestar e também fazer suas homenagens. “O aniversário de Gonçalves Dias marca também a fundação da Academia Maranhense de Letras. O dia 10 de agosto é muito relevante para a cultura do nosso estado”, frisa Benedito Buzar.

A Academia Maranhense de Letras foi fundada em 10 de agosto de 1908 por Antônio Lobo, Alfredo de Assis Castro, Astolfo Marques, Barbosa de Godois, Corrêa de Araújo, Clodoaldo Freitas, Domingos Barbosa, Fran Paxeco, Godofredo Viana, Xavier Carvalho, Ribeiro do Amaral e Armando Vieira da Silva.
É considerada de utilidade pública por meio do decreto 92 de 19 de novembro de 1918, do governador Urbano Santos da Costa Araújo. Está localizada desde 1949 na Rua da Paz, 84, Centro, em um imóvel construído para sediar a Escola de Primeiras Letras da Freguesia de Nossa Senhora da Vitória. Já abrigou a Biblioteca Pública do Estado.

O grande poeta brasileiro Antonio Gonçalves Dias nasceu em Caxias (MA) em 10 de agosto de 1823. Foi poeta, professor, crítico de história, etnólogo e faleceu em naufrágio, no Maixio dos Atins (MA), em 3 de novembro de 1864. É o patrono da cadeira 15 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Olavo Bilac. Pela obra lírica e indianista, Gonçalves Dias é um dos mais típicos representantes do Romantismo brasileiro e forma, com José de Alencar na prosa, a dupla que conferiu caráter nacional à literatura brasileira.

Serviço

O quê

Aniversário de Gonçalves Dias e da fundação da Academia Maranhense de Letras

Quando

Hoje, às 17h

Onde

Praça Gonçalves Dias, Centro

Fonte: http://www.academiamaranhense.org.br/goncalves-dias-exaltado-na-praca/